Uma grande
denominação lançou a campanha: “Deus precisa de você!”. O objetivo era levantar
voluntários para o trabalho missionário. Até compreendo os motivos, mas,
biblicamente falando, Deus não precisa de ninguém. Ele não está procurando
alguém que de boa vontade queira ajudá-lo.
Nosso Senhor não
veio à Terra nem foi crucificado porque se colocou como voluntário. Ele veio
porque foi enviado por Deus. Tudo que fez foi fruto de obediência à vontade de Deus.
Muitas vezes, Ele se referiu a si mesmo como enviado e outras tantas disse que
nada fazia por Si mesmo, mas apenas cumpria a vontade de Deus. Há, hoje, porém,
no meio da Igreja, um pensamento mundano sutilmente tomando lugar: a idéia de
que a obra de Deus é feita com voluntários.
Antes de qualquer
coisa, preciso esclarecer que um coração voluntário é algo bom e bíblico. Deus
deseja que Seus filhos tenham esse tipo de atitude com relação a Ele: a
voluntariedade de fazer e cumprir o desejo de Seu coração. Mas, quando falo de
voluntário, falo de outra coisa. Estou me referindo a um movimento mundial de
pessoas que se dispõem a “fazer algo para ajudar” das mais diversas formas,
atendendo a todo tipo de necessidade humana. É o chamado “movimento do voluntariado”.
Portanto, quando
falo de voluntário neste livro, estou falando de um tipo de mentalidade, de uma
forma de ver a obra de Deus, na qual as pessoas resolvem “fazer algo para
ajudar”. Mesmo pessoas que realmente foram tocadas por Deus para liderar uma célula
podem ter a mentalidade de voluntário; foram designados por Deus, mas têm uma
atitude de voluntário.
O voluntário, como
descrevo aqui, é aquele que num belo dia parou, observou uma necessidade
qualquer e tomou a iniciativa de ajudar como voluntário. Para os padrões do
mundo e das coisas naturais, tal atitude é boa e até desejável, mas
definitivamente não é o padrão para a Casa de Deus. Deus não trabalha com voluntários, mas com chamados.
Se nossos líderes
de célula possuem essa mentalidade de voluntariado e estão aqui “apenas para
ajudar”, então não faremos obra de Deus, mas teremos apenas um movimento que
brevemente se dissipará. Se, por outro lado, nossos líderes possuem uma clara
convicção de que foram comissionados por Deus e receberam uma ordem de
liderarem e apascentarem o rebanho, então uma revolução acontecerá.
Meu encargo neste
capítulo é mostrar para você que, lamentavelmente, é possível ser chamado por
Deus e ainda ter uma atitude de voluntário. Eu creio que cada líder de célula
foi chamado por Deus para liderar uma célula no mesmo dia em que Deus o enviou para
ser membro de uma igreja em
células. Suponha que você seja de uma igreja que trabalhe com
recuperação de drogados e um dia apareça lá alguém dizendo que foi enviado por
Deus para estar com você. Para que você acha que Deus o enviou? Ora, se Deus
sabe que você trabalha com recuperação de drogados e se Ele enviou aquela
pessoa para sua igreja, então é evidente que Deus deseja que tal pessoa também
trabalhe nessa mesma obra. A pergunta é somente se Deus o enviou para aquela
igreja, o que fará ali já está implícito.
Sempre que alguém
chega em nossa igreja, eu pergunto: “Você está aqui porque Deus o enviou ou
porque você mesmo decidiu vir por algum interesse pessoal?”. Normalmente, a
pessoa responde que Deus os enviou. Então eu digo que, se Deus a enviou, ela
precisa entender a razão porque Deus a enviaria justamente para uma igreja em células. Deus nos
mandou trabalhar em células e, se Ele enviou a pessoa para cá, ela também tem o
chamado para trabalhar com células. Se você foi enviado para uma igreja em
células é porque Deus quer que você lidere uma célula. Como um membro de nossa
igreja pode dizer que Deus não o chamou para liderar uma célula e, ao mesmo
tempo, o chamou para ser parte de nossa igreja? Deus não é incoerente. Um
membro de nossa igreja nem precisa perguntar se tem um chamado para liderar,
ele precisa apenas saber se foi enviado por Deus para cá. Se foi enviado por
Deus, então foi enviado também para liderar.
O problema é que,
mesmo tendo sido chamado para liderar, assumimos atitudes de voluntário.
Voluntários não geram frutos, apenas “ajudam” a fazer um trabalho. Não estamos
aqui para, meramente, fazer um trabalho e nos organizar em células, estamos
aqui para gerar frutos para Deus. O alvo não é o trabalho, mas sim os frutos.
No decorrer dos
anos tenho visto que somente líderes convictos de seu chamado realmente
frutificam. Se um líder lidera uma célula consciente de que foi mandado por
Deus para fazer esse serviço, isso desencadeará uma seqüência de poder: gente
comissionada por Deus recebe autoridade de Deus. Onde quer que haja autoridade
ali se manifestará poder Deus e onde quer que haja poder de Deus ali os frutos
virão. Então, você tem uma seqüência clara: comissionamento resulta em
autoridade, esta por sua vez manifesta poder e o poder sempre produz fruto.
Outro ponto que temos aprendido é que sempre
que Deus chama alguém, Ele lhe concede uma equipe. Foi assim com Davi e depois
com Jesus e Paulo. Se você tem sido separado por Deus para este trabalho,
comece a observar ao seu redor, pois logo você verá a sua equipe.
Há uma grande
diferença entre servir ao Senhor e trabalhar para Ele. Trabalhar para Deus
significa que eu escolho o que desejo fazer para o Senhor. Certamente os que têm
mentalidade de voluntário dentro da igreja fazem para o Senhor, mas fazem
aquilo que gostam, podem ou o que julgam mais importante ou necessário. Servir
a Deus é diferente, servir significa que eu faço o que Deus me mandou fazer.
Não importa se é o que gosto nem se é o que as pessoas precisam ou esperam de
mim, eu faço porque fui comissionado, sou servo. Servos não escolhem trabalho,
servos obedecem. Se aquilo que fazemos para Deus não é fruto de obediência,
então é puramente uma obra humana que, por fim, será rejeitada por Deus.
Líderes chamados
respondem ao chamado divino e não ao chamado das necessidades humanas. Eles não
estão apenas comovidos pelas pessoas que se perdem, mas ouviram a voz do
Espírito Santo.
Todo trabalho
espiritual deve começar com um chamado do Espírito. Toda obra divina deve ser
divinamente iniciada.
Você é um líder
chamado por Deus?
Você certamente
deve estar se perguntando: “Como sei que Deus me chamou para liderar uma
célula?”. Como disse anteriormente, se o Senhor o chamou para ser membro dessa
igreja, esta é a evidência que Ele também o está chamando para cooperar
liderando uma célula, afinal essa é a nossa visão e o nosso trabalho. Mas,
ainda assim, posso dizer que Deus usará basicamente cinco formas para
testificar esse chamado na sua vida:
O Espírito Santo
fala ao nosso coração. Tudo o que você fizer, faça movido por essa voz interior
em seu espírito. O verdadeiro líder de célula é aquele que ouviu a voz do
Espírito Santo e a obedeceu. Ouvir a voz do Espírito é ter um testificar dentro
de seu coração. Quando o Espírito fala, você sente uma convicção especial e uma
paz em seguir Sua
direção. Líderes que sabem que foram chamados para estar à frente de uma célula
não retrocedem por causa das dificuldades e resistências.
Uma das maneiras de
o Espírito confirmar seu chamado é por meio da revelação da Palavra de Deus.
Eventualmente, nossos olhos se abrem e recebemos luz de Deus em determinado
texto. Ali, somos tocados por Deus e entendemos que Ele está nos comissionando.
Nunca despreze a leitura da Palavra de Deus, pois ela é um meio poderoso de se
ouvir a Sua voz.
3. Uma pregação
Deus libera a sua
palavra no meio da congregação. Uma igreja viva e saudável tem sempre uma
palavra da parte do céu liberada para o rebanho. Deus pode usar uma pregação
para trazer um toque profundo no seu coração. Uma vez que isso aconteça obedeça
ao toque do Espírito. Deus tem separados centenas de líderes por meio da
palavra viva que é liberada nas reuniões da Igreja.
Precisamos sempre
estar atentos às circunstâncias porque Deus move as coisas ao nosso derredor
para falar conosco. As circunstâncias não são o critério mais importante para
se ouvir de Deus, mas elas são uma importante confirmação daquilo que o
Espírito já falou conosco.
De todas essas
formas, porém, a voz do Espírito Santo falando no seu coração e lhe trazendo
convicção é certamente a mais importante. Mas a Palavra de Deus nos ensina que
precisamos ter a confirmação de nossos líderes, irmãos mais maduros e com mais
experiência espiritual. Não vivemos isolados, somos parte de um corpo. O que
Deus quer falar conosco será confirmado no coração de nossos líderes.
Um ponto aqui
precisa ser enfatizado. Deus é quem chama, mas são os nossos líderes quem nos
separam para o trabalho de Deus. O chamado é pessoal, mas a separação é da
igreja. Deus pode tê-lo chamado, mas talvez você ainda precise esperar até que
seus líderes o separem. Voluntários fazem o que querem, começam e param quando
bem entendem, mas aqueles que são chamados se submetem ao Corpo da Igreja.
Segundo a Palavra
de Deus, os presbíteros da Igreja podem designar líderes. Eles possuem
autoridade para isso e você deveria enxergar nisso uma forma de Deus
escolhê-lo. Mas essa escolha não deveria acontecer sem que também sintamos o
testificar da voz de Deus no coração.
Uma vez que essa
escolha aconteça, nunca diga que você lidera porque o pastor mandou ou porque
não tinha mais ninguém para fazer. Assuma que você lidera uma célula por que
foi comissionado por Deus. Lembre-se sempre que o verdadeiro líder possui um
chamado espiritual.
Chega de
voluntários em nosso meio. Precisamos de líderes de célula que sabem que estão
aqui porque foram chamados por Deus para esta obra e neste tempo.
Características da
mentalidade de voluntário
A obra de Deus não
é feita por voluntários, mas por homens chamados e recrutados. A intenção
humana ainda que boa, nunca pode tomar o lugar da iniciativa divina. A tragédia
hoje em dia é que muitos saíram para fazer o trabalho, mas não foram enviados.
A primeira
exigência na obra de Deus é um chamado divino, tudo depende dele. Onde não há
chamado de Deus, a obra empreendida não é de origem divina e não tem valor
espiritual.
Há uma grande
diferença entre alguém que faz algo porque foi comissionado, encarregado ou
mandado por Deus, e aquele que resolve ser um voluntário.
O voluntário escolhe
como servir
Aquele que tem a
mentalidade de voluntário faz segundo a sua própria vontade. A iniciativa é
dele. Com relação à obra de Deus, podemos errar por desobediência ou por
presunção. Desobediência é quando não fazemos o que Deus mandou, mas presunção
é quando fazemos o que Ele não mandou.
Tanto a presunção
quanto a desobediência são rejeitadas por Deus, pois constituem a arrogância
humana tentando estabelecer o controle de Sua obra.
No Velho Testamento
temos a história solene de Nadabe e Abiú que ofereceram fogo estranho na Casa
de Deus. Eles eram voluntários. Perceberam que não havia fogo e resolveram dar
uma ajudinha arrumando um fogo.
Nadabe e Abiú,
filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre
este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor, o que não
lhes ordenara. Então saiu fogo de diante do Senhor, e os consumiu, e morreram
perante o Senhor. (Lv 10.1,2) [citação]
Fogo estranho é
aquele que o Senhor não ordenou. Aquele que age como voluntário traz fogo
estranho, pois traz algo que decidiu fazer e não aquilo que o Senhor ordenou. O
resultado é sempre morte.
Veja que do ponto
de vista natural não dá para perceber a diferença entre fogo e fogo. Para nós
tudo é fogo. Mas há um que é fogo estranho. O mesmo ocorre com a liderança das
células. As células são todas iguais, assim como o trabalho que se faz ali,
mas, se liderarmos por iniciativa nossa e não por obediência a uma ordem de
Deus, oferecemos fogo estranho e o resultado é morte. O fogo verdadeiro vem da
submissão à vontade de Deus, o fogo estranho é aquele que o voluntário oferece.
O voluntário escolhe
quando servir
O voluntário age
segundo o seu próprio entendimento. Presume que a sua boa intenção seja a
vontade Deus. Ele não faz por obediência a uma palavra de Deus, mas porque quer
ajudar. Por detrás dessa atitude, há uma grande soberba. Quem disse que Deus
precisa de ajuda? E quem disse que a pessoa está apta para ajudá-lO?
Um grande exemplo
de voluntário na Bíblia está na história de Uzá [tópico]
Puseram a arca de
Deus num carro novo e a levaram da casa de Abinadabe; e Uzá e Aiô guiavam o
carro. Davi e todo o Israel alegravam-se perante Deus, com todo o seu empenho;
em cânticos, com harpas, com alaúdes, com tamboris, com címbalos e com
trombetas. Quando chegaram à eira de Quidom, estendeu Uzá a mão à arca para a
segurar, porque os bois tropeçaram. Então, a ira do SENHOR se acendeu contra
Uzá e o feriu, por ter estendido a mão à arca; e morreu ali perante Deus. (1Cr
13.7-10)
Você não pensa que
a disposição de Uzá de amparar a Arca para que ela não caísse é uma postura até
louvável? Talvez devêssemos até agradecê-lo por esse ato voluntário, afinal o
que ele fez não foi uma grande obra? Por que, então Deus, se irou com ele? O
motivo é que Deus quer pessoas que obedeçam às Suas ordens, mais do que O
ajudem em Sua obra. Deus não precisa de ajudantes, Ele busca servos que O
obedeçam.
Qualquer um, que
como Uzá, faz alguma coisa sem a ordem de Deus está sujeito à morte. Esse é o
problema de ser voluntário na obra de Deus, estamos sujeitos à morte.
O voluntário pensa
que o trabalho seja o mais importante, mas Deus diz que a obediência é o mais
importante. Nosso trabalho para Deus deve ser fruto de nossa obediência ao seu
chamado.
Se você continuar
lendo o texto do Primeiro Livro de Crônicas 13, verá que depois da morte de
Uzá, Davi faz uma pergunta: “Como trarei a mim a arca de Deus?”. Ele certamente
deveria ter feito essa pergunta antes, mas imagine agora a situação. Quem
poderia guardar a arca? Você se apresentaria como voluntário depois de ver o
soldado morrendo? E, no entanto, um certo Obede-Edom aceitou a arca em sua casa
e Deus o abençoou e a tudo o que ele tinha. Por que um morre enquanto o outro é
abençoado? A diferença é que Obede-Edom era um levita. Ele já tinha o chamado
para levar a arca, enquanto Uzá tentou ajudar a segurá-la como um voluntário
(1Cr 15.18).
Você lidera uma
célula porque tem convicção de que Deus o chamou para isso ou você é apenas um
voluntário que se dispôs a ajudar? A sua liderança é fruto de obediência a Deus
ou foi iniciativa sua? Se você lidera apenas para ajudar a igreja ou o seu
pastor, então você é um voluntário e o resultado é que sua célula nunca
experimentará vida. Você precisa se ajoelhar e dizer: “Senhor, eu estou
liderando esta célula por que o Senhor me mandou. Não fui eu quem escolhi, mas
estou ali para te servir em obediência”.
O voluntário não
depende de Deus, mas da força própria
Na verdade, alguém
se apresenta como voluntário justamente porque avaliou e concluiu que consegue
fazer aquele trabalho. Voluntários só fazem o que conseguem. Sei que pode
parecer loucura, mas Deus chama pessoas para fazer coisas que estão muito acima
da força delas. Coisas que elas nunca se disporiam e nem conseguiriam fazer por
si mesmas. A obra que é de Deus é aquela que está acima de nossas forças,
porque somente essa obra exige fé e dependência do poder de Deus. Voluntários
fazem só o que conseguem porque não dependem de fé, eles dependem da capacidade
humana. Por isso o que fazem é meramente natural.
Líderes de célula
assim nunca multiplicam a sua célula e, se eventualmente conseguem, a
multiplicação não dura muito. A multiplicação é algo que está além de nossas
forças e que, por isso mesmo, depende do poder de Deus pela fé.
O voluntário não
aceita cobrança
A expectativa do
voluntário é de reconhecimento e gratidão pelo enorme sacrifício que ele supõe
estar fazendo para ajudar. Eles sempre supervalorizam aquilo que estão fazendo
contando tudo o que tiveram de deixar de fazer ou de desfrutar para ajudarem
naquele trabalho. Assim, nunca podemos esperar excelência de um voluntário,
porque, do ponto de vista deles, já fazem além do necessário.
Voluntários não se
dispõem ao sacrifício
O voluntário não
aceita ser confrontado ou corrigido. Não se pode exigir coisa alguma de um
voluntário, mas temos sempre de esperar pela sua disposição. Se hoje ele quer
trabalhar, tudo bem; mas, se amanhã ele amanhecer indisposto, ele não fará
coisa alguma, “afinal”, pensa ele, “não é minha obrigação, sou apenas um
voluntário”.
Um voluntário não
pergunta: “Qual é a vontade do Senhor?”. Antes, ele apenas olha onde há uma
necessidade. Evidentemente, queremos suprir necessidades, mas fazemos isso
porque entendemos a vontade de Deus e nos submetemos a ela. Qualquer obra que não é fruto de submissão
a Deus é uma obra meramente humana.
Essas atitudes são
completamente diferentes da de uma pessoa que foi comissionada por Deus. A obra
de Deus não é feita com voluntários. Ser voluntário significa que a obra começa
em mim. “Eu” percebo a necessidade e “eu” resolvo o problema. A verdadeira obra
de Deus é iniciada por Deus e mantida por Ele.
O voluntário pensa
ter do que se gloriar ao final. Você percebe que o voluntário é cheio de
justiça própria? É como se ele dissesse: “ninguém queria fazer, mas eu fiz.
Olha como sou fiel”. Mas aquele que foi comissionado sabe que fez apenas o que
lhe foi mandado.
Na obra de Deus o que mais importa são os
homens e não os métodos ou estruturas. De nada adianta ter a estrutura certa se
os homens não são certos. Cremos que a estrutura de células é de Deus, mas ela
não terá valor algum sem homens de Deus para conduzi-la.
Temos milhares de líderes de célula, mas
quantos deles são voluntários? Quantos estão aqui com a atitude de quem veio só
para ajudar?
Nem quero falar
daqueles que lideram movidos por desejos espúrios: para aparecer, serem
reconhecidos ou obterem algum benefício pessoal. Mas me preocupo com a
liderança que é apenas fruto de uma pressão emocional ou do receio de ser
criticado pelos demais irmãos ou ainda de ser tido como carnal por não estar
ainda liderando uma célula. Tudo isso pode ter levado você a assumir uma
posição por iniciativa humana sem buscar a vontade de Deus. Toda obra
espiritual deve começar pelo chamado do Espírito Santo. Você precisa sentir o
toque do Espírito Santo chamando você para liderar aquela célula e ser parte
dessa obra. Toda obra de Deus deve ser iniciada por Deus.
Há uma grande
diferença entre aqueles que chegam e dizem: “estou aqui para ajudar” e aqueles
que dizem “estou aqui porque o Senhor me enviou”. Os que estão na obra para
ajudar são apenas voluntários, mas aqueles que vieram fazer a vontade de Deus
por fim darão muitos frutos. O compromisso de Deus é com aqueles que Ele chamou
e comissionou.
A obra é de Deus e
não nossa. Sendo assim, devemos nos ajoelhar e orar nos dispondo nas mãos dEle
até que nos dê convicção de que fomos realmente separados para tal obra.
Quando sabemos que
fomos chamados para liderar, ou fazer qualquer outra coisa, a nossa atitude
muda completamente. Já não esperamos força do homem, mas sabemos que Aquele que
nos chamou vai nos dar poder para executar a obra. Não paramos se outros
desistem, pois sabemos quem nos chamou. Por exemplo, se mudamos para outra
cidade, continuamos ali nosso trabalho de liderar, pois nosso compromisso antes
de tudo é de obedecer ao comissionamento que nos foi feito por Deus.
É muito bom ter o
desejo de ajudar, perceber uma necessidade e se dispor a supri-la, mas a boa
intenção não pode substituir a iniciativa divina. A principal qualificação para
a obra de Deus é a convicção de que fomos chamados e que estamos aqui cumprindo
ordens celestiais.
É impressionante a
força e a autoridade que sentimos quando sabemos que estamos fazendo algo
porque Deus nos mandou. Ter uma palavra de Deus é o verdadeiro poder em nossa
obra. Um líder de célula com essa convicção será uma arma poderosa nas mãos de
Deus. Poder dizer: “eu estou aqui porque Deus me mandou” faz com que as pessoas
se calem para nos ouvir.
Evidentemente, isso
também aumenta muito a nossa responsabilidade. Não existe nada mais sério que
desobedecer ou ignorar uma ordem ou chamado de Deus.

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2 comentários:
Muito bom o texto.
Muito bom o texto.
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